Meus cartões de feliz Natal

indio

Meus dois filhotes mais novos, Maria Júlia e João Manoel, vivem aprontando pra cima de mim. É cada uma melhor que a outra. Sejam elas tiradas poéticas, de bom humor, sacadas inteligentes para idade deles – 5 e 4 anos respectivamente – ou mesmo demonstração de carinho e amor.

Com suas tiradas, por vezes, rio, noutras choro, coisas de pai bobo, coruja, chorão.

Mas, convenhamos, tem horas que essas figurinhas derrubam a gente!

Há mais ou nenos 20 dias, num domingo desses, depois do Chorinhos & Chorões, programa que apresento na rádio Universidade FM, fui com Juju (Maria Júlia) ao supermercado fazer as compras do mês.

Ela, como sempre, empolgadíssima nessas horas. É sua oportunidade de garantir seus desejos de consumo. Pega um biscoito aqui, um sabonete acolá, uma escova ali, um shampoo de marca cá, enfim, um verdadeiro festival de consumo. Cabe a mim, naturalmente, abrir um campo de negociação, nem sempre muito tranquilo, em vista de barrar o ímpeto consumista da pirralha.

Nesse dia ela se contentou com uma escova de cabelo, dessas de personagens   de estorinhas infantis.

Ontem, Juju e meus outros três filhos vieram passar o dia comigo. Observei que a escova que havia lhe dado há vários dias  ainda estava do mesmo jeito, ainda no estojo, do jeitinho que eu havia comprado. Estranhei, imaginei que fosse outra escova, mas não falei nada.

Ao final do dia, depois de almoçarmos, de desenhos na televisão, quando estávamos nos preparando pra levá-los pra casa da mãe, Juju me vem com a bendita escova na mão, dizendo: “pai, essa escova é a que você comprou  pra mim naquele dia. Vou deixar ela aqui no seu apartamento, que é pra você olhar pra ela todo dia e nunca se esquecer de mim”! Como se fosse possível!

Já João Manoel, garoto esperto,  trepidante, cheio de energia, fala alto, um tanto agitado o rapazinho, haja fôlego pra acompanhar. De tão parecido comigo chega a ser engraçado. Parece mesmo uma miniatura.

Mas João, aos quatro anos, tem um problema de pronúncia de algumas palavras. Onde tem “c” ou “q” ela pronuncia como se fosse “t”. Casa ela fala “tasa”, coca cola ela diz “tota tola”, Ricarte, “ritarte”, enfim… algo que um dia já até achamos engraçado.

Mas o garoto está progredindo, com esforço dos pais, dos irmãos, das professoras e da  fonoaudióloga da escola, parece que o cara está aprendendo a pronúncia correta. Ontem, dentro do carro, quando vínhamos da casa da vovó,  foi dada a notícia, “pai, João já sabe falar ‘casa’ “. Eu perguntei, “é verdade João?”

Pois não é que é! Eu pedi, “João fala aí “casa” pro papai ouvir”. João arrancou o “c” lá do fundo das amídalas e falou “cccasa”. Foi aquela gritaria, todos aplaudiram a conquista de João.

Aí eu aproveitei e pedi mais uma vez, filho fala agora “coca cola”. João respondeu, “eu não tonsigo!”. Eu retruquei, você consegue sim, filho. Já conseguiu falar “casa”, agora  fala coca cola, você vai conseguir. João humildemente, com fala mansa, me respondeu: “eu só sei falar “Jesus”.

Moral da história, mais maranhense, impossível!

Que o natal seja mesmo a renovação do nascimento do menino Jesus em nossas vidas.

Feliz Natal!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s