O pé de acerola do tio Zeca dá poesia

O pé de acerola do meu tio Zeca, singeleza de poesia!

MEU PÉ DE ACEROLA

(Irmão Ribamar)

O meu pé de acerola,

Minha árvore do bem;

Produz, de encher sacola!

Igual a ele não tem.

É fonte de vitamina,

Chega curar algum mal;

Seu produzir ilumina

O fundo do meu quintal!

Gosto de ver sua copa

Sob o vento balançar;

Gosto de colher seus frutos,

Fazer um suco, e tomar.

Numa rede na varanda

Para a sesta vespertina,

Fico olhando para as bandas

Da fonte de vitamina,

Tem lindas frutas vermelhas,

Sempre ao alcance da mão,

Umas lá perto das telhas

Outras caídas no chão!

O meu pé de acerola,

Minha árvore do bem,

Carrega… chega embola.

Igual a ele… não tem!


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3 Respostas para “O pé de acerola do tio Zeca dá poesia

  1. Mais que singelo… Diria… Um doce poema.

  2. Armando A Madeira

    Dá até vontade de chorar… de tão “profundo” esse Poema. Bota até Drummond e Vinícius de Moraes no “xinelo”! Parece coisa de Fernando Pessoa e Ferreira Gullar e Manoel Bandeira, juntos!!! Amém..

    • Caro Armando

      No que pese sua ironia rasa, ainda assim o singelo poema rimado aqui publicado mereceu a sua atenção.
      Se não tem a profundidade e complexidade dos grande poetas como Drumond, Pessoa, Gullar e Bandeira, tem a mensagem direta e a boa rima de um cordelista nordestino. O que não é demérito pra ninguém. A não ser pra uma pessoa rude e arrogante, supostamente iniciado na “grande arte”. Ou seja, um gradiosíssimo besta!

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