Arquivo do mês: fevereiro 2012

Processo de Jorge Moreno no CNJ é retirado de pauta para diligência

Foi retirado da pauta de hoje do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o recurso de revista do Juiz de Direito Jorge Moreno, proposto junto a este conselho, contra decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, que determinou a sua aposentadoria compulsória.

Juiz Jorge Moreno em plena atividade nas comunidades: justiça de verdade

 Por determinação do relator do processo, Conselheiro Bruno Dantas, para melhor embasar o julgamento, achou imprescindível a realização de diligência, a fim de verificar o motivo pelo qual importante documento favorável à defesa do magistrado não foi anexado ao processo original. 

Importante agora não baixar a guarda, colher mais apoios de entidades da sociedade civil, de representações e individuais, como forma de mostrar para o Conselho Nacional a posição da sociedade em defesa de um magistrado coerente, comprometido com a democracia e defensor dos direitos humanos.

O Juiz Jorge Moreno recebendo da Presidência da República o Prêmio Nacional dos Direitos Humanos

Em tempo: Depois de Jorge Moreno receber o prêmio Nacional dos Direitos Humanos por, dentre outras iniciativas, ter levado o município de Santa Quitéria a zerar o sub-registro de nascimento, o judiciário do Maranhão “orgulhoso” do feito do jovem e íntegro magistrado, resolveu “premiá-lo” com aposentadoria compulsória, em um processo que beira o ridículo, cheio de falhas e negligências. Motivo pelo qual o relator do processo, em sessão nesta terça, no CNJ, resolveu pedir diligência.

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Força, amigo!

“Agora são as três:
A fé, que é noite escura;
a pequena esperança, tão tenaz;
e ele, o Amor, que é o maior.
Um dia, para sempre,
para lá da noite e da espera,
será só o Amor.”
[Trecho de “Hino ao Amor”, de D. Pedro Casaldáliga,
baseado no texto paulino de Coríntios 13, 1-13.]

Jiran e Pial no Chorinhos

Pial em percussão total

Um de cada vez. Primeiro Pial, depois Jiran. Mas poderia ser o inverso.  Não mudaria em nada o resultado, em termos de qualidade. Essa ordem que escolhi é só uma questão de arrumação do programa.

Vou começar com Carlos Pial, percussionista maranhense, atualmente radicado em Basília. Pial tá de disco novo, Etnia, o terceiro da carreira. Este, feito entre São Luís e a capital federal, em 2010 e 2011, é mais uma mostra exuberante do gigantesco talento desse mago da percussão.

encarte Etnia

Como se fosse pouco, todas as batidas, timbres, levadas, chocalhos, apitos, caixas, zabumbas, pandeiros, pandeirões, triângulos e outros apetrechos percussivos, dos quais Carlos Pial extrai sua belíssima música, neste Etnia, ele ainda se faz acompanhar por alguns outros asseclas de semelhantes talentos. Figuras como o saxofonista Sávio Araújo, o acordeonista Rui Mário, o baixista João Paulo, o gaitista Júnior Gaiato, dentre outros, tomam parte, enriquecendo ainda mais essa linda bolachinha tribalmente contemporânea ou contemporaneamente tribal, como você preferir.

Pial é nome de peixe da água doce. Mas é também pescador de tradições, é tocador de raízes, profundas. Carlos Pial é homem da mata, é cidadão do mundo, linkado com o novo, é som das etnias, é aldeia plural. Pial é música, essencial.

Depois do peixe da baixada maranhense, o  mineiro Marcelo Jiran. Garoto multi talentoso, a dificuldade é dizer qual instrumento o cara toca, são tantos. Violão, violão 7 cordas, cavaquinho, piano, bandolim, flauta, gaita, pandeiro, tamborim, acordeon, enfim.

Marcelo Jiran, toca tudo

A primeira aparição de Jiran em São Luís foi há quatro anos, acompanhando Paulinho Pedra Azul, em show no Athur Azevedo. Depois, tanto Paulinho quanto Jiran, deram canjas no restaurante Chico Canhoto, ao lado dos chorões e instrumentistas maranhenses,  em noite memorável, inspiradora do projeto Clube do Choro Recebe.

Jiran ao lado de Luiz Júnior, no Chico Canhoto

O multi-instrumentista Marcelo Jiran, gravou ano passado seu primeiro disco, Porta-Retratos. São várias faces instrumentais, diria, de um mesmo artista, polivalente. Claro, graças à tecnologia de gravação, como Jiran toca todos os instrumentos de que precisava, acabou gravando o disco sozinho. Além de tudo, o jovem músico é ótimo compositor. Em Porta-Retratos, Jiran mescla composições suas com uma criação de Noel Rosa (Com que roupa?) e duas  de Ernesto Nazareth. Quanto aos arranjos, o garoto também é pura competência.

O grande “problema” de Marcelo Jiran é que, tocando tudo, compondo e arranjando tão bem assim,  desconfio que não vamos melhorar  as nossas taxas de emprego no meio musical nos próximos anos.

Pial  e Jiran, cada um na sua, é o menu do Chorinhos e Chorões deste domingo, 5 de fevereiro, às 9H da manhã, na Universidade fm. Aprecie sem moderação!

O pé de acerola do tio Zeca dá poesia

O pé de acerola do meu tio Zeca, singeleza de poesia!

MEU PÉ DE ACEROLA

(Irmão Ribamar)

O meu pé de acerola,

Minha árvore do bem;

Produz, de encher sacola!

Igual a ele não tem.

É fonte de vitamina,

Chega curar algum mal;

Seu produzir ilumina

O fundo do meu quintal!

Gosto de ver sua copa

Sob o vento balançar;

Gosto de colher seus frutos,

Fazer um suco, e tomar.

Numa rede na varanda

Para a sesta vespertina,

Fico olhando para as bandas

Da fonte de vitamina,

Tem lindas frutas vermelhas,

Sempre ao alcance da mão,

Umas lá perto das telhas

Outras caídas no chão!

O meu pé de acerola,

Minha árvore do bem,

Carrega… chega embola.

Igual a ele… não tem!