Domingo tem ‘No salão do Barbeiro’

Zé Barbeiro (sete cordas e compositor)

Já faz uns dois anos que recebí, em minha casa, para uma tocata de amigos, o excelente sete cordas,  Zé Barbeiro.

Em meio a vinhos, alguns pestiscos, boas conversas e umas geladinhas, pudemos presenciar o encontro de dois grandes mestres do violão brasileiro que, embora ainda não se conhecessem, tinham admiração recíproca: Zé Barbeiro, um dos mais geniais e produtivos 7 cordas do país e João Pedro Borges, violonista e concertista de violão, dos mais repeitados, ex-integrante da lendária Camerata Carioca.

 Os dois tocando juntos, 7 e 6 cordas, em plena harmonia e complementariedade, arriscaram improvisos, altas baixarias e outros solos, sobre Joões Pernambucos, Dilermandos, Jacós e Pixinguinhas. Foi uma noite memorável, sob uma, agora, já saudosa caramboleira, que se retirou, recentemente, para dar lugar a um puxadinho de minha humilde casa.

O encontro desses dois mestres, além de tudo, serviu para nutrir a admiração de ambos.

A novidade, é que o Zé Barbeiro acaba de lançar mais um extraordinário cd, ‘No salão do Barbeiro’

Chorão, de origem nordestina, radicado em São Paulo desde muito jovem, Barbeiro é a própria expressão de um músico contemporâneo, essencialmente contemporâneo, moderno-tradicional-moderno-tradicional…enfim, não necessariamente nessa sequência. Mas, trata-se de um instrumentista e compositor, absolutamente dono de seu tempo e espaço. Sabe, com maestria e raro equilíbrio, lidar e transitar por esse universo cosmopolita da música, sem arroubos modernosos ou saudosismos tacanhos, fora de contexto. Há quem imagine que ser contemporâneo, seja negar a tradição, e vice e versa, como se uma coisa fosse opositora da outra. O Zé mostra justamente o contrário.

Zé Barbeiro, com sua postura arrojada, inventiva e aberta às novas gerações, promove e permite, como poucos, a reinvenção e renovação do Choro, fazendo uma música vigorosa, alegre e  dançante. Para isso, se mistura sempre com os jovens chorões e se permite chorar novo; ao mesmo tempo oferece aos mancebos as senhas  dos mestres do choro.

‘No salão do Barbeiro’, como o Zé havia confabulado lá em casa, é música para dançar mesmo! A ideia do espetáculo que virou Cd, é “trabalhar o choro através de uma linguagem para bailes. (…)buscar um meio de reaproximar a dança do Choro”. Daí, ‘No salão do Barbeiro’, surgido numa São Paulo multiculturalíssima, ter rítmos os mais diversos: choro, baião, samba de gafieira, rumba, frevo, dentre outros. Tudo assim, pra sacudir o esqueleto.

Tudo isso no Chorinhos e Chorões, deste domingo, dia 15 de janeiro, na Universidade FM, às 9 horas da manhã.

Encontro Marcado.

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