Mato Grosso e Pedra Azul no Ch & Ch: Agora Lera chorará para sempre

Não, não se preocupe! Não se trata de mais uma dupla de sertanejo universitário, das muitas que têm por aí, em lançamento no Chorinhos e Chorões. Definitivamente, não é isso! 

Aliás, foi com essa estória – com “e” mesmo, por motivos óbvios – de sertanejo  univesitário, que cheguei à triste conclusão, que  o acesso ao ensino “superior” tem lá suas tragédias.

Rapaz, o que tem aparecido dessas tais duplas de sertanejo universitário, é uma coisa, cada uma pior que a outra. A tragédia só é, ainda,  maior  porquê, mesmo com o  maior acesso dos nosso jovens ao chamado ensino superior, essa modalidade “universitária de música” só tem crescido, em duplas e em público consumidor.

De quarta à domingo os bares da Ilha estão impestados de tal música  “acadêmica”. Fazer o quê?

Cada vez mais sentirei saudades de música do povo, de cultura popular.  Salve, salve D. Teté!  Nossa Rainha da Cultura Popular, já está de partida.

Lera chorará para sempre!

D. Teté - Lera chorou

Mas voltando à dupla do título acima, o Chorinhos e Chorões, neste domingo,  11 de dezembro, vai mostrar pitadas generosas de duas belas novidades discográficas da Música Popular, não universitária, é bom que se diga.

Os mais recentes cd’s de Ney Matogrosso e Paulinho Pedra Azul e suas porções mais chorísticas, digamos assim.

Ney Matogrosso - foto de divulgação

Beijo Bandido, é o mais novo cd de Ney Matogrosso, um disco passional, viceralmente passional, latino.  Ney Matogrosso, como sempre, surpreendente, totalmente entregue à música, a cada uma delas, como poucos intérpretes no Brasil. Sua interpretação é forte e meticulosa, na respiração, na exploração da frase musical, na dramaticidade empregada, o cara é dose!

Um repertório escolhido a  toda passionalidade. Se não, como pensar num só disco do Ney, pérolas do estirpe de Tango para Tereza, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim; ou  Doce do Coco, de Jacob do Bandolim, numa interpretação que evoca a magistral Elizeth Cardoso; ou, ainda, Bicho de Sete  Cabeças, de Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Renato Rocha?! Isso pra falar só das mais chorísticas.

É, porque ainda tem De Cigarro em Cigarro, do Luiz Bonfá;  A Cor do Desejo, composição sensualmente forte, de Junior Almeida e Ricardo Guima; a internacional Facinação, imortalizada no Brasil pela saudosa Elis Regina; Tem Segredo, clássico de Herivelto Martins e Marino Pinto; a balada pop, Nada por Mim, de Herbert Vianna e Paula Toller, dentre outras.

 Já Paulinho Pedra Azul, depois de quase toda a carreira meio que rompido com as chamadas grandes do mercado fonográfico, lança seu mais  novo cd, 30 Anos, distribuido pela gigante Som Livre.

Paulinho Pedra Azul - foto encarte

Como se trata de um disco comemorativo, de toda uma carreira de  boa música, boa poesia, de muito lirismo, este trabalho traz, assim, uma repaginada em algumas crias consagradas desse bom mineiro do vale do Jequitinhonha; como Paulinho em toda sua carreira, sempre deixou fluir sua boa verve de chorão, é claro que em um disco celebrativo de sua trajetória musical, seria garantido um espaço generoso pro choro. É claro que sim!

Ele ainda presta homenagens a dois grandes mestres da Música Brasileira: Chico Buarque e Paulinho da Viola.

O Chorinhos e Chorões, que começa às 9h da manhã, de domingo, na Universidade FM. 

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2 Respostas para “Mato Grosso e Pedra Azul no Ch & Ch: Agora Lera chorará para sempre

  1. ricarte, na verdade, ‘beijo bandido’ é o penúltimo disco de ney matogrosso, que já lançou, depois, ‘beijo bandido ao vivo’, fruto de show baseado no repertório daquele. mas vale ouvir e vale tu compartilhar as porções mais chorísticas na impecável voz de ney com os ouvintes do chorinhos & chorões. aliás, vale também este aviso virar hábito aqui no blogue, para que fiquemos com água na boca esperando que cheguem os domingos, que cheguem as nove horas das manhãs de domingo… abraço forte!

  2. Pois, é meu prestimoso Zema, vale muito seu lembrete, mas cd ao vivo, é quase sempre um repeteco do mesmo, uma forma de inventar mais um produto, de estender, prolongar o alcance do DISCO, que foi bem recebido, quase sempre com resultado menor! Embora não tenha sido o caso do Ney, que se supera sempre. Mas é um bom lembrete. abração
    ricarte

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