Arquivo do mês: julho 2010

Notas de apoio a Itevaldo contra a censura



Tem repercutido em todo o Brasil o ato de censura, através de uma “célere” liminar, contra o jornalista Itevaldo Júnior. Itevaldo é um dos nossos mais competentes, investigativos, combativos e responsáveis jornalistas da atualidade. Publico abaixo três notas de apoio ao jornalista, de repúdio à censura imposta pelos juízes.

por Francisco Gonçalves*

O blog do jornalista Itevaldo Júnior está sob censura. O juiz Alexandre Lopes de Abreu, diretor do Fórum Sarney Costa, ordenou a Itevaldo retirar do blog a matéria “Juiz Nemias Carvalho: noutra polêmica”, publicada no dia 12 de julho.

Para justificar a sua decisão, o juiz afirma que a “dignidade da pessoa” é um “bem maior” que a “liberdade de manifestação”. Ocorre que o juiz Nemias Carvalho comprou fazenda de uma ré (foragida da Justiça) após revogar ordem de prisão.

Ora, juiz comprar fazenda nos limites da sua renda é assunto privado. Agora, juiz comprar fazenda subvalorizada de ré cuja prisão foi revogada por ele mesmo é assunto de interesse público.

O ato do juiz Alexandre Lopes de Abreu, por conta disto, fere o direito à informação, viola a liberdade de expressão e protege o que deve ser investigado.

Para combater este ato de censura contra a atividade jornalística e o direito da sociedade em saber, leia e divulgue a matéria censurada pelo juiz Alexandre Lopes de Abreu atendendo pedido de liminar do juiz Nemias Nunes Carvalho.

Divulgar o que foi censurado é uma forma de combater a censura e expor a violência e arbitrariedade dos censores. O blog do jornalista Itevaldo Júnior está proibido de divulgar a matéria “Juiz Nemias Carvalho: noutra polêmica”, mas nós podemos divulgá-la. Pelo direito à informação, leia e divulgue.

* Francisco Gonçalves, professor do Curso de Comunicação/Jornalismo da UFMA.

AMI – ASSOCIAÇÃO MARANHENSE DE IMPRENSA

NOTA OFICIAL



A Associação Maranhense de Imprensa (AMI) vem a público solidarizar-se com o jornalista Itevaldo Junior que teve seu blog censurado pela Justiça maranhense, por entender que o ato fere a democracia e é uma clara tentativa de intimidação contra jornalistas no exercício da profissão.

A AMI repudia qualquer tipo de censura e acredita o que o jornalismo é também um instrumento de fiscalização da sociedade. Consideramos que os princípios da liberdade de expressão e da transparência pública – fundamentais no estado democrático – foram seriamente atingidos com tal decisão.

São Luis (MA) 22 de julho de 2010

Marcos Franco Couto

PRESIDENTE

NOTA DE APOIO AO JORNALISTA ITEVALDO CONTRA A CENSURA

O Tribunal Popular do Judiciário solidariza-se com o jornalista e blogueiro Itevaldo Jr., pela censura imposta pelo juiz Alexandre Lopes de Abreu, atendendo ao pedido de liminar do também juiz Nemias Nunes Carvalho.

O conjunto de organizações que compõe o TPJ vem a público repudiar veementemente a decisão judicial que obrigou a retirada do ar de uma matéria publicada em 12 de julho passado. O texto dava conta da compra de uma fazenda subvalorizada, às margens da BR-316, de uma ré, à época foragida, que tivera sua prisão revogada pelo próprio Nemias.

Itevaldo Jr. é reconhecido e respeitado pela precisão e capacidade investigativa com que tem trazido à tona os desmandos e os bastidores do poder judiciário maranhense, postura que tem incomodado alguns magistrados. Suas matérias têm a preocupação de documentar e anexar provas em relação aos assuntos abordados, todos de interesse público.

Em pleno século XXI a censura é algo inaceitável. Controle social sobre o poder judiciário é algo necessário e urgente. O Tribunal Popular do Judiciário manifesta-se, assim, pelo direito à informação, com responsabilidade.

TRIBUNAL POPULAR DO JUDICIÁRIO

Anúncios

ESPIGÃO DA PONTA D’AREIA, ENTRE A CIDADANIA E A (IN)SUSTENTABILIDADE


foto da área, com simulação do espigão e seus esperados efeitos

Nos últimos anos os meios de comunicação em São Luís têm noticiado, com significativa freqüência, a necessidade da construção de um espigão, numa das mais valorizadas – se não a mais – regiões da Ilha, que se tem chamado, erroneamente, de península da Ponta d’areia.

Manchetes do tipo “Construção de obra será mais eficiente para evitar erosão da Ponta d’Areia” (O Imparcia On Line – 03.03.2010) , “Moradores da Ponta d’Areia temem novo avanço da maré” (portal Imirante.com – 28.04.2010), “Espigão Costeiro é viável para conter erosão na Ponta d´Areia” ( Jornal Pequeno on Line – 21.01.2007), noticiam e revelam argumentos, necessidades e justificativas para execução de tal projeto.

No entanto, não se tem ouvido noticiar com a mesma, nem com menor veemência, que as instituições democráticas, de controle social, juntamente com a sociedade civil estejam amplamente discutindo e debatendo o referido espigão.

Nessa questão, sabe-se que estão em jogo, pelo menos, dois aspectos da maior importância para os dias de hoje. Por um lado, a questão ambiental, a cada dia ganhando maior espaço na preocupação das pessoas, das instituições. Por outro, e não dissociado da primeira, a dimensão da cidadania, da participação social nos debates de interesse público.

Na atualidade, de uma re(s)pública, em um contexto pós-Constituição de 88, pós-Conferência Mundial Eco Rio – 92, século XXI, então, isso ganha extraordinária relevância. Está consignada na chamada Carta Magna do país, em leis complementares, nos tratados e acordos internacionais de Direitos Humanos e/ou de convivência societária universal, essa obrigatoriedade, essa necessidade de envolver amplamente a cidadania nas decisões e debates sobre temas de natureza pública, dos interesses coletivos, dos direitos difusos da sociedade.

Portanto, um projeto como o dito espigão da Ponta d’Areia, que incorpora essas diversas dimensões, que mexe com a geografia da cidade, com a anatomia da ilha, cuja necessidade também já é fruto de impactos da ação desordenada do homem sobre a natureza, com conseqüências ambientais também já previsíveis, e que envolve recursos públicos de significativa monta, necessariamente teria que ser fruto de uma reflexão coletiva com a sociedade civil de São Luís.

No entanto, o que se tem observado é que o projeto do espigão da Ponta d’Areia tem sido tratado ainda de maneira muito restrita, pouco republicana. Apenas nos gabinetes de algumas poucas secretarias de estado e noticiado na grande mídia, como algo já definido, pronto para acontecer.

Como já dito, no começo deste artigo, não se tem notícias, por exemplo, da realização de pelo menos, uma audiência pública envolvendo os órgãos de estado e/ou governos, como as secretarias diretamente responsáveis, o Poder Legislativo, o Judiciário, o Ministério Público, os órgãos de controle ambiental e os setores organizados da sociedade, de moradores, de controle social, ambientalista, etc.

A impressão que se tem é que o tal espigão é uma obra de interesse de alguns poucos, que a sociedade nada ou quase nada tem a ver com isso. Ou esse tipo de atitude seria própria de uma cultura política que ainda não absorveu os princípios da república?

A retórica que justifica a urgência do projeto, argumenta que a situação de erosão da Ponta d’Areia se agrava aceleradamente a cada dia, em função da força das marés, ocasionando o assoreamento do rio Anil, diminuindo seriamente a profundidade do canal de navegação; argumentam ainda que com a construção do espigão, que se projetará das imediações do Memorial Bandeira Tribuzzi em direção ao mar, formando uma espécie de paredão que impedirá que os sedimentos da Ponta d’Areia sejam carregados pela correnteza até o canal; que assim os sedimentos voltam a se acumular na zona de praia que, até então, sofria acelerado processo de erosão, ampliando a faixa de praia ao longo do espigão e, desta forma, evitando também que o canal de navegação seja comprometido.

O projeto do espigão, encomendado e doado pela Vale, importante empresa mineradora com atuação no Estado, prevê uma edificação com uma extensão de 572 metros, portanto com mais de meio quilômetro mar a dentro, com largura de 7 metros no começo, alargando-se crescentemente até os 13 metros no final. Medirá de altura entre 4 a 14 metros em terreno natural, permitindo ficar com 1,4 metros acima do nível do mar em situação de maré alta . E consumirá o valor de 12 milhões de reais, recursos já devidamente reservados através da Secretaria de Infraestrutura do Estado do Maranhão.

Bom, se o aludido projeto é de fato tão importante assim, e ainda não faz parte efetivamente de uma agenda pública, se ainda não se constituiu como algo de amplo debate com a sociedade, caberia então questionar também: quais os setores efetivamente interessados na edificação do espigão?; o que determina tanta agilidade na definição de recursos?; e o que faz uma grande empresa privada, como a Vale, viabilizar a elaboração de tal projeto e doá-lo ao poder público?
São questões que, observadas à luz dos conceitos de cidadania e sustentabilidade na contemporaneidade, são explicadas e entendidas na tradição da cultura política do Maranhão, marcada pelo mandonismo e pelo patrimonialismo, que são faces complementares da forma de governar por aqui. O que tem determinado historicamente, no Maranhão, um padrão de trato com os recursos de origem pública, cuja marca tem sido o privilégio e não os direitos coletivos.

Não se trata de ser contra a edificação do referido espigão, mas de reivindicar que se garantam nesses processos de caráter público, os preceitos básicos da cidadania, com efeitos que podem ser pedagógicos à sustentabilidade, na medida em que exigem e/ou produzem uma nova percepção sobre as conseqüências da ação humana sobre a natureza, para o bem e para o mal.

Participação, controle social e transparência são princípios básicos não só geradores de burocracia que, na medida, também é importante à eficiência, mas, sobretudo, geradores de uma cultura política emancipatória, que produz saberes, conhecimentos e capacidade de proposição e interferência social nas políticas públicas.

Seria nessas condições que o debate em torno da construção do espigão da Ponta d’Areia poderia fortalecer a cidadania. Elemento pedagógico, transformador, indispensável à educação para a sustentabilidade.

A compreensão da sustentabilidade não se dará por obra e graça do acaso. Menos ainda pela “bondade” de um único homem ou pela “benevolência” de uma empresa. Mas, unicamente, pelo envolvimento dos mais diferentes setores da sociedade no debate, na percepção das contradições de cada processo, na proposição e no controle dos recursos públicos; enfim, se dará pela construção de uma nova cultura política sustentada na garantia e na efetivação dos direitos difusos da sociedade, em detrimento do privilégio. Diferentemente disso, o dito espigão vale mais à insustentabilidade e pouco, quase nada à cidadania. E assim não Vale.

Uma boa do Paulo Moura

Das muitas histórias e curiosidades sobre o saudoso Paulo Moura, que levaremos ao Chorinhos & Chorões especial, neste domingo próximo, às 9h da manhã, em sua homenagem, uma será esta curiosa historieta que contaremos abaixo. Apesar de absurda, há quem jure que é a mais pura verdade.

Comentava-se por aí, entre os músicos amigos, que Paulo Moura era meio que descuidado, um camarada desorganizado assim nas suas coisas do dia-dia. As más línguas falavam que seu escritório era um tanto bagunçado.

Até que um dia ele pegou uma clarineta que estava meio que jogada no canto do escritório, em cima de uns papéis, de uns livros e começou a testar. Deu algumas sopradas e nada de som. Tentou seguidas vezes sem sucesso.

Como estava de viagem marcada para o japão, lembrou que lá havia um sujeito, especialista em clarineta, famoso o cara. Resolveu então levar seu instrumento para uma revisão geral no outro lado do mundo.

Já no Japão, marcou uma visita imediatamente ao famoso clarinetologista, se é que se pode chamar assim. Bom, o nosso não menos famoso instrumentista levou sua clarineta para os reparos devidos. Chegando na oficina, entregou o instrumento para o japonezinho especialista, que soprava, soprava a tal clarineta, que seus olhos faltavam saltar fora, sem no entanto arrancar o menor som do instrumento.

De tanto soprar a bendita clarineta e já cansado, o pequeno oriental teve uma idéia. Pegou um arame com aponta levemente virada e introduziu na clarineta para em seguida puxá-lo com relativa dificuldade.

Tal não foi o espanto de todos. De dentro do instrumento saiu, na ponta do arame, uma velha e surrada cueca. Imagina-se que Paulo Moura tentando limpar a clarineta em casa, acabou esquecendo sua velha sunga no interior do instrumento.

Depois Paulo Moura explicou que, por isso, daí em frente passou a tocar só em clarineta de acrílico. Assim ele podia ver o que tem dentro do instrumento.

Adeus a Paulo Moura

Paulo Moura foi um dos músicos que mais me chamaram a atenção desde que lido com o choro, com a música instrumental brasileira.

Hoje cedo tomei um susto com a manchete do telejornal, “morre o instrumentista Paulo Moura“. Fiquei meio mudo. Nem sabia que ele estava doente.

Paulo Moura, assim como boa parte dos músicos de sopro no Brasil, é originário das bandinhas de interior. Saiu de São José do Rio Preto – SP para construir uma das mais extraordinárias carreiras de um músico instrumentista brasileiro.

Seu fraseado musical era inconfundível. Era possível em meio a centenas de outros sopros identificar o sotaque do sopro de Paulo Moura. Tinha algo diferente, complexo e, ao mesmo tempo, traduzido para a simplicidade. Só não caía no banal, no simplório. Era inventivo, modernizante, sem ser experimentalista. Tinha o pé no seu chão.

Para mim Paulo Moura era um gênio. Seu sopro era multicultural, sincrético, híbrido. Sei lá. Era mais do que vinho apurado. Tinha nuances, sabores distintos no mesmo gole, cada um melhor que outro.

Paulo moura era uma casa enorme, aconchegante à boa música. Habrigava batuques, africanidades diversas, acolhia o mundo, a Europa, a América, enfim, megulhava nos quintais em busca do som instigante.

Certa vez em uma aula de antropologia na Universidade Federal do Maranhão, o professor Sérgio Ferretti nos mostrava um vídeo sobre uma casa de culto afro da comunidade quilombola de Santa Rosa, município de Itapecurú – MA. Na fita, de repente rompe, em meio aos outros negros que participavam do ritual religioso, um com uma clarineta nas mãos a improvisar em cima das batidas afro maranhenses. Ferretti dizia, “é o Paulo Moura, que aproveita as pesquisas da mulher antropóloga, para também fazer as suas pesquisas musicais”.

Assim Paulo Moura foi se tornando um dos músicos brasileiros mais respeitados no mundo. Suas interpretações reinventavam cada obra, sem no entanto desrespeitar astrutura orginal do autor.

Era dele a interpretação ideal para um dos mais belos choros que eu conheço, Ternura, de K-ximbinho, que consta no cd Mistura e Manda, um clássico da carreira do saudoso clarinetista. Uma preciosidade de disco. Aliás, material indispensável em qualquer discografia de música brasileira. Mas sua discografia é vastíssima, entre discos solos e participações as mais diversas, no Brasil e no exterior.

Domingo próximo, às 9 da manhã, saiba e ouça mais sobre Paulo Moura. O Chorinhos & Chorões, programa que faço na Universidade Fm, será todo dedicado ao genial Clarinetista e Saxofonista. Uma singela homenagem ao saudoso mestre da clarineta e do sax.

Salve, Paulo Moura!


A morte de Paulo Moura

Por Gustavo Belic Cherubine

Tristeza.

Um caipira paulista cosmopolita e gênio musical.

Paulo Moura (São José do Rio Preto, (17 de fevereiro de 1933 – 12 de Julho de 2010) foi um compositor, arranjador, saxofonista e clarinetista brasileiro de choro, samba e jazz.

Em 1982, compôs a trilha sonora do filme “O Bom Burguês”, dirigido por Oswaldo Caldeira.

Em 2005 fez turnê nacional e internacional do espetáculo “Homenagem a Tom Jobim”, ao lado de Armandinho, Yamandú Costa e Marcos Suzano.

Participou do documentário “Brasileirinho”, do finlandês Mika Kaurismaki, que em 2005 foi uma das atrações da mostra Fórum do Festival de Berlim. Sua última apresentação foi no Copacabana Palace em um evento da Sachal Records.

O músico estava internado na Clínica São Vicente, no Rio, desde o dia 4 de julho com um linfoma (câncer do sistema linfático), falecendo 8 dias após[1].

http://www.paulomoura.com.br/sec_biografia.php

1997. O “Festival Internacional Paulo Moura” é criado em sua cidade natal, São José do Rio Preto, por iniciativa do prefeito Liberato Caboclo, carioca de nascimento e riopretense por adoção. Passam por este festival como convidados: a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra de Câmara de Genebra, Wagner Tiso, Djavan, Leny Andrade, Oscar Castro Never, Paquito D’Rivera, entre outros. Dá nome a uma praça.

Por Marko

Salve, grande Paulo Moura

// O corpo a morte leva / A voz some na brisa / A dor sobe pra’s trevas / O nome a obra imortaliza / A morte benze o espírito / A brisa traz a música, Que na vida é sempre a luz mais forte, Ilumina a gente além da morte…

Bossa Eterna no Chorinhos & Chorões

Meses atrás apresentei no programa Chorinhos & Chorões o cd Bossa Eterna e foi um belo sucesso. Cheguei até a anunciar a loja onde eu havia comprado o cd. Soube depois que um número grande de ouvintes a procurou, mas nem mesmo a loja conseguiu mais repor na prateleira o desejado Bossa Eterna.

Pra atender essa demanda, eu resolvi reapresentar o cd neste domingo. Assim, quem desejar ouvir e/ou gravá-lo terá mais essa oportunidade.

Fiquei até impressionado com o grande númerode apreciadores de bossa nova entre os ouvintes do programa. O que pra mim acabou sendo um recado de que o Chorinhos & Chorões está no rumo certo. Apostar na diversidade com qualidade é sempre um bom caminho.

Em termos de qualidade o cd Bossa Eterna é uma pancada na mediocridade que grassa por aí. Reunindo músicos de primeira linha como o trombonista Raul de Souza, o irrequieto e genial pianista João Donato, o baterista e percussionista Robertinho Silva e o Baixista Luiz Alves, são figuras que dialogam com as mais distintas informações musicais do Brasil e do planeta.

A partir da bossa nova, os camaradas, em cima de um repertório brasileiríssimo, se abrem pras informações e elementos da música universal. Cheios de alegria, de dissonâncias, de suing, variações as mais diversas e de uma leveza impressionante, conciliando ingredientes que poderiam parecer inconciliáveis. Os caras são uns bambas.

Pra completar a alta dosagem de música e talento, ainda tem a participação especial do gaitista Maurício Einhorn. Aí já é demais.

O Ch & Ch vai ar ar todos os domingos, às 9h na universidade fm .

Quarta tem Lena Machado no Arthur Azevedo

Esse show promete. O cd Samba de Minha Aldeia, da cantora maranhense Lena Machado, na praça desde janeiro, com repercussão em todo o país, tendo merecido inclusive rasgados elogios do crítico musical e compositor Nelson Motta, finalmente terá seu show de lançamento.

Lena Machado canta acompanhada por um seleto grupo de instrumentistas, sob direção musical do violonista Luis Jr, nesta próxima quarta feira, às 8h da noite, no Teatro Arthur Azevedo. O show terá ainda, participações pra lá de especiais, como as de Célia Maria, Patativa, Spirro, Chico Saldanha e Aquiles Andrade.

No repertório, além das belas composições que constam no Samba de Minha Aldeia, todas de autores maranhenses, outras crias de composiotores da terra. Segundo Lena, surpresas da noite.

Para saber mais sobre o cd de Lena Machado, clik aqui. Mais sobre o show, aqui .